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 Litoral Paulista;05/09/2010 - 13:04:32
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Entrevistas

Luccas Trevisani fala sobre o cenário das bandas de rock da Baixada e curiosidades da carreira

Publicado em: 06/07/2010


O músico santista Luccas Trevisani é apontado como uma das revelações do pop rock nacional, ganhou destaque nacionalmente em 2005 com a participação na campanha da TIM, produzida pela McCann-Ericksson. Participou do blog que indicou novas músicos para o quadro Garagem do Faustão, do programa dominical de Fausto Silva. Em 2009, lancou seu segundo CD 'Certos Dias'. O músico comanda o principal programa de rádio para as bandas da região o 'Prata da Casa' na 98 FM - A rádio rock.

Confira a entrevista feita  especialmente para o portal amigosdacultura.com.br :

Como surgiu a música na sua vida?
Foi cedo, quando tinha uns 12 ou 13 anos, e achei um violão em casa, da época que meu pai fazia serenatas pra minha mãe. Logo comecei a compor as primeiras músicas e não parei mais.

Qual a sua formação musical?
Fiz muito pouco tempo de aula de violão, menos de 3 meses. Não tenho formação acadêmica pois nunca tive entusiasmo e motivação para teoria musical. Como muitos dizem, “toco de ouvido”, o que não significa que não busco sempre evoluir no que faço buscando melhorar minha execução e explorar novas sonoridades.

Como surgiu o trabalho da TIM em 2005?
Na época, a Mccann Erickson, empresa que “administrava” (não sei hoje ainda são eles) a conta de marketing da operadora estava buscando fazer uma campanha no estado de São Paulo para “associar” a marca TIM com talentos e artistas regionais (músicos com trabalho autoral) de maior destaque/representatividade em suas regiões. Acabei sendo chamado para um teste, entre vários outros artistas da baixada santista. Depois de uns dias me ligaram dizendo que eu havia sido escolhido para representar a nossa região. O trabalho foi um marco na minha carreira e repercutiu muito bem. Houve inclusive, um show no Sesc Santos que tive a honra de dividir 
o palco com Jorge Ben Jor e Paula Lima.

Como foi a produção do seu mais recente CD Certos Dias?
A produção do Certos Dias trouxe um pouco da pegada que vínhamos fazendo ao vivo na “Tour Estação”. Ficou com “cara de banda”, a formação era um “Power trio”, o baterista na época era o Bruno Graveto (atual Charlie Brown Junior). Fiquei satisfeito com o resultado e com a recepção do publico.

Do primeiro para o segundo CD foram seis anos. O que mudou na sua forma de ouvir e fazer música?
Realmente, foi um intervalo bem grande entre um disco e outro, muita coisa mudou e muita coisa também não mudou. Acho que fiquei mais maduro, aprendi que muitas vezes “menos é mais”. Na verdade, a cada dia aprendo mais, leio mais, escuto musicas novas. É engraçado, quanto mais a gente aprende, mais descobre que não sabe nada (risos).

O programa 'Prata da Casa' abriu a oportunidade de apresentar bandas da Baixada nos mais diversos estilos. Na sua opinião, qual é o panorama da produção musical das bandas da Baixada Santista?
Realmente o programa foi um marco na região. Me orgulho de ter sido “porta voz” dessa galera toda que tá na batalha por um lugar ao sol. A tecnologia facilitou a produção e gravação para os artistas, mas aumentou a concorrência. Temos muitas bandas, compositores, artistas, com muita qualidade e originalidade aqui na região, isso é indiscutível. Mas também tem muito artista e banda ruim que “imita” o som de bandas famosas ou que começa a divulgar seu trabalho antes da hora, antes de melhorar e lapidar mais o trabalho. É difícil chegar em algum lugar quando você é apenas a “cópia” ou o “genérico”, ou quando o trabalho ainda não está “no ponto”. Mas isso tudo faz parte dessa democratização da música, não vejo problemas quando erramos na tentativa de acertar e crescer, é uma das belezas da vida.

O espaço para música autoral na Baixada Santista é satisfatório? Na sua opinião, que tipo de projeto ajudaria a ampliar espaços para as bandas se apresentarem?
Para divulgar musica autoral acredito que o melhor meio é a internet (não é preciso tocar no rádio nem no Faustão pra sua musica atingir muita gente). Não há fronteiras no mundo virtual, mas ainda há muitas fronteiras na mente das pessoas. O que falta, na minha opinião, são espaços de shows para música autoral. E sei bem que isso acontece porque a população não tem o costume de prestigiar a musica autoral/independente. É preciso que criar demanda e acostumar o público. As Prefeituras locais poderiam colaborar muito mais. Mas infelizmente é muito difícil contar com iniciativas públicas/políticas.

Ao mesmo tempo, também preciso fazer um “mea culpa” e admitir que eu, e também muitas outras bandas e artistas poderiam contribuir mais, tendo mais ousadia e coragem de incluir mais músicas inéditas e autorais em nossos repertórios, quando vamos tocar em bares e casas noturnas, isso ajuda a acostumar o público a ouvir o novo, o inédito.

O primeiro passo para corrigir uma falha, é reconhecer que ela existe. Eu já reconheci e já estou trabalhando nisso há um bom tempo. Espero que outros músicos e bandas também pensem como eu e façam a sua parte. É hipocrisia esperar que o mundo mude, se você não muda. Agradeço à vocês da Associação Amigos da Cultura pelo espaço, e também pelo apoio que estão dando aos artistas da região. Em breve contarei com o apoio de vocês pra divulgar o lançamento nacional do meu novo clipe (Certos Dias), e do meu primeiro DVD Ao Vivo.

Para conhecer mais:

Site oficial
> www.luccastrevisani.com.br
Downloads gratuitos
> http://blog.luccastrevisani.com.br/downloads-gratis
Twitter
> www.twitter.com/luccastrevisani
Facebook
> www.facebook.com/luccastrevisani





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